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Catarina Furtado e Alexandra Machado vencem prémios Dona Antónia 2020

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Catarina Furtado, comunicadora, fundadora e presidente da Associação Corações Com Coroa é a vencedora do Prémio Consagração de Carreira da 33ª edição dos Prémios Dona Antónia. Por seu lado, Alexandra Machado, empreendedora social, fundadora e diretora geral da Girl Move Academy recebe o Prémio Revelação. 

O Prémio Consagração de Carreira homenageia um percurso de vida consolidado e merecedor de inequívoco reconhecimento público. Já o Prémio Revelação procura enaltecer uma carreira com relevância em fase de afirmação e desenvolvimento.

Presidido por Artur Santos Silva, o propósito da criação deste prémio tem sido, desde a sua génese, prestigiar mulheres portuguesas cujo percurso de vida revele uma identificação estreita com os valores pessoais e profissionais personificados por Dona Antónia Adelaide Ferreira. Personagem ímpar na história do Douro, empreendedora e de forte caráter humanista, Dona Antónia inspirou, de forma determinante, o desenvolvimento da marca Porto Ferreira e de toda a viticultura duriense.

O percurso das vencedoras

Catarina Furtado nasceu em 1972 e completa, em 2021, trinta anos de carreira enquanto comunicadora em televisão, rádio, teatro, cinema e como autora de documentários, livros e letras de canções, tendo sido protagonista da série de televisão “A Ferreirinha”, que retratava precisamente a vida de Dona Antónia. Reconhecida por uma forte intervenção social, é fundadora e Presidente da Associação Corações Com Coroa desde 2012, e Embaixadora de Boa Vontade do Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA) desde 2000. 

É co-autora de cinco séries documentais “Príncipes do Nada” (2016-2021), que promovem a Cidadania e os Direitos humanos, e também de quatro documentários “Dar Vida sem Morrer” (2008), na Guiné Bissau.

Em 2005, foi condecorada Comendadora da Ordem de Mérito pelo Presidente da República Jorge Sampaio e, em 2010, foi convidada pelo Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon para participar como Oradora na Cimeira do Milénio em Nova Iorque enquanto “Campeã dos ODM” e na Abertura Oficial do Ano Internacional da Juventude. 

Desde 2000, tem sido oradora convidada na Apresentação Pública do Relatório sobre o Estado da População Mundial, na Assembleia da República e Ministério dos Negócios Estrangeiros. Em 2015, publica o livro “O Que Vejo e Não Esqueço”, um relato da sua vida enquanto cidadã e da experiência enquanto Embaixadora de Boa Vontade do UNFPA. Ao longo destes anos tem sido inúmeras vezes convidada a participar em iniciativas de Educação para o Desenvolvimento, Educação para a Cidadania e Advocacy no Parlamento, Escolas, Universidades, ONG’s, Associações de Empresas e tem feito muitas visitas de trabalho a países em desenvolvimento e participações em reuniões internacionais. 

Alexandra Machado é a Diretora Geral e Fundadora da Girl Move Academy, uma ONG Portuguesa criada em 2013 com o objetivo de, a longo prazo, empoderar uma nova geração de líderes changemakers em Moçambique – as Girl MOVERS – e apoiá-las na sua transformação em poderosas agentes de mudança. É uma apaixonada pelo empowerment de raparigas e mulheres para que possam quebrar o ciclo de pobreza em que vivem nos países em desenvolvimento e está particularmente focada em África como um continente promissor na luta contra as desigualdades mundiais.

Alexandra é Ashoka Fellow deste maio de 2018 e a única mulher portuguesa a ser selecionada até hoje. A Ashoka é uma das maiores ONG internacionais, que seleciona os empreendedores sociais que estão a promover a maior mudança sistémica no mundo. 

É também voluntária como Membro do Board da Eslider (Associação Portuguesa de Inovação Social) e Membro do Conselho do Centro Internacional de Conhecimento e Liderança para o Impacto, da NOVA SBE.

Formada em Gestão e Administração pela Universidade Católica Portuguesa (1990), onde ensinou como Professora Assistente (1990-1992). Tem mais de 20 anos de experiência empresarial em diferentes áreas, do mass market ao retalho, Marketing e Vendas, no setor privado e público.

Alexandra Machado começou a sua carreira no Grupo Entreposto (1990-1994), passou pelo Grupo Jerónimo Martins (1994-2001) onde, entre outras atividades, foi responsável pelo desenvolvimento da marca própria Pingo Doce e Diretora Comercial e de Marketing do Feira Nova, agora Pingo Doce. Após esta experiência no retalho, ingressou na área das tecnologias, para se juntar à start-up Oniway (2001-2002). Depois foi Diretora-Geral da Nike Portugal (2003-2012), com responsabilidade por todas as áreas funcionais e pelo desenvolvimento do negócio Nike em Portugal em todos os formatos (Retalho e Lojas Outlet). De 2009 a 2012, foi ainda Membro do Conselho de Administração da Nike Ibéria. 

Defesa do empreendedorismo e dos valores humanistas   

Criados em 1988 pelos descendentes da homenageada e pela Sogrape, detentora da marca Porto Ferreira, com um júri autónomo, presidido por Artur Santos Silva, os PRÉMIOS DONA ANTÓNIA têm o intuito de distinguir, anualmente, mulheres portuguesas que se afirmam publicamente pelas suas qualidades humanas e espírito empreendedor, seguindo o excecional exemplo de vida de Dona Antónia ao contribuírem para o desenvolvimento económico, social e cultural de Portugal. 

Em suma, os promotores do Prémio pretendem distinguir mulheres com um posicionamento e ideais que sigam de perto as características e a pauta de valores da “Ferreirinha”.

Consultando o quadro das mulheres distinguidas até hoje, torna-se evidente a justeza do trabalho desenvolvido pelo júri. Todas as premiadas partilham de um mesmo espírito empreendedor, capacidade de liderança, abertura à inovação e à criatividade, sentido do serviço público e sensibilidade social.


Sobre Dona Antónia Adelaide Ferreira

Dois séculos depois do nascimento de Dona Antónia Adelaide Ferreira (1811-1896), que os seus conterrâneos apelidaram carinhosamente de “Ferreirinha”, evocar esta figura ímpar da história do Douro Vinhateiro é prestar uma justa homenagem a uma mulher que se tornou um símbolo não só do empreendedorismo e da viticultura duriense, mas também um exemplo maior do altruísmo e da generosidade para com os mais necessitados. 

Dona Antónia faleceu a 26 de março de 1896 quando estava prestes a completar 85 anos de uma vida intensa ao serviço da causa do Douro Vinhateiro e dos seus habitantes, principalmente os mais pobres e desfavorecidos, tendo sido sem dúvida uma das personalidades mais marcantes da história de uma das primeiras e mais importantes regiões demarcadas da viticultura em todo o Mundo.    

Esta mulher franzina, mas também vibrante e corajosa, tornou-se um símbolo raro de empreendedorismo e é hoje recordada como um exemplo de tenacidade no combate ao drama e à miséria que se abateram sobre a região do Douro em consequência da praga da filoxera, destruidora de grandes vinhedos e dos sonhos de muitos agricultores arruinados. Um cenário de desolação a que a Ferreirinha soube responder com firmeza na luta contra a doença das videiras, através da investigação dos processos mais evoluídos de produção do vinho, de novas grandes plantações de vinha e de aquisições avultadas de terras e de vinhos a proprietários temerosos e descapitalizados.   

Herdeira de uma família abastada do Douro com uma importante atividade no cultivo da vinha e na produção de Vinho do Porto, Dona Antónia viu-se na contingência, aos 33 anos de idade, após ter enviuvado, de assumir a liderança dos negócios familiares e de desenvolver aquela que viria a ser a casa FERREIRA – missão que cumpriu com raro brilhantismo, revelando uma extraordinária vocação empresarial. 

Mas Dona Antónia não se limitou a gerir a fortuna recebida por herança. Antes investiu, de forma apaixonada e intensa, na Região do Douro que tanto amou, sem esperar pela proteção ou apoio do Estado. Da Ferreirinha se dizia que era generosa com os pobres e mais fracos, mas altiva com os mais ricos e poderosos; e que estava com a mesma naturalidade em casa dos trabalhadores mais modestos ou no Palácio Real. Todos estes atributos, a que se juntaram os seus vinhos finos, de qualidade premiada nas mais prestigiadas exposições internacionais, contribuíram para que esta mulher ímpar tenha adquirido uma aura mítica no mundo dos negócios, na Região do Douro, estendendo-se o seu reconhecimento a nível nacional.